o que nem sempre é dito, mas deveria ser

Tenho uma amiga que diz que, se tivesse carro, colocaria um adesivo escrito “Eu odeio a Telefónica” no vidro. Isso basta para explicar como a empresa é vista por seus clientes em São Paulo. Cada pessoa pode contar pelo menos meia dúzia de histórias para justificar o uso de tal adesivo e é uma pena que ninguém ainda teve a ideia de comercializar esse produto.

Mas, quando eu pensava que a Telefónica não poderia mais me surpreender, eis que a operadora se supera. Como não tenho dia certo para receber, frequentemente sou obrigada a quitar a conta da operadora com cerca de 15 dias de atraso. Assim, na fatura seguinte, acabo recebendo duas contas: a que vence no mês em curso e uma segunda via da que venceu no mês anterior, que já tinha sido quitada.

Bom, o fato é que este mês recebi, novamente, a fatura com a segunda via do mês anterior. Só que comecei a receber ligações gravadas com a ameaça de corte do serviço por causa de conta em atraso. Por isso, decidi ver as faturas, afinal eu poderia ter me esquecido de quita-las.

Descobri que efetivamente paguei a conta de setembro com 15 dias de atraso, mas me surpreendi com algo insólito! A fatura com vencimento em setembro é de R$ 128,37, incluindo telefone, speedy, interurbanos e multas por atraso de pagamento. A segunda via dessa fatura não discrimina os serviços, mas diz que o valor devido com vencimento original em setembro é de R$ 199,66! Pergunto: o que acontece?

Isso me lembra o que aconteceu há tempos com a Net, quando eu usava o netfone. Recebi uma segunda via de uma fatura, que tinha sido paga no vencimento, com os dizeres: “desconsidere essa conta se a original já tiver sido quitada.” Nem me mexi até ser surpreendida com o telefone mudo. Pensei que era defeito e liguei para o atendimento pedindo conserto. Fui destratada pelos atendentes, que deveriam ter ali alguma informação de que o telefone havia sido desligado por pagamento pendente, mas não me disseram isso para que eu pudesse desfazer o malentendido. Fiquei dias insistindo e isso me custou pelo menos 3 semanas sem telefone e uma irritação sem fim.

O caso só foi resolvido depois da intervenção do Procon. Aliás, pude ver que cada segunda ou terceira via de conta (sim, uma vez chegaram até a me enviar uma terceira via de uma conta que não estava pendente!) vinha com código de barra diferente da versão anterior, o que significa que se eu não ficasse atenta, acabaria pagando novamente. Explico: se eu esquecer que paguei uma conta e tentar quita-la novamente no banco, o sistema tem arquivado o código de barras e rejeita o pagamento em duplicidade. Mas uma segunda via com código de barras diferente seria paga sem problema.

Hoje, já sei que o Procon demora muito e que as operadoras de telefonia sempre buscam vencer seus clientes pelo cansaço. Afinal quem consegue disponibilidade para perder pelo menos duas tardes no Procon, mais algumas horas com outros trâmites para resolver algo assim? Por isso, quem for lesado por operadora de telefonia que cobre indevidamente uma conta não pendente deve registrar queixa na operadora e em seguida, com o número de protocolo dessa reclamação, procurar a Anatel (pelo telefone 1331).

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