o que nem sempre é dito, mas deveria ser

Há uma semana, minha cachorrinha Tybie morreu. Andavamos na rua quando ela foi atacada por um cão grande, saído de uma casa em que alguém havia esquecido um portão aberto. Há 11 anos, convivia com a Tybie, que funcionava como uma máquina de carinho ininterrupto para mim. Felizmente, a irmã dela, Zuvy, saiu ilesa do ataque. Mas estou muito triste com isso.

Curiosamente, encontrei uma história no facebook que ajudou a me animar. Foi por acaso. Um de meus amigos viu a história como post de um dos amigos dele e comentou que era interessante, o que me levou a ler. Traduzi o post para compartilhar com vocês porque acho que vale.

“Nossa velha cadela Abbey, de 14 anos, morreu no mês passado. No dia seguinte à sua morte, nossa filha de 4 anos, Meredith, chorava e falava sobre o quanto ela sentia falta de Abbey. Ela perguntou se poderíamos escrever uma carta para Deus para que Ele reconhecesse Abbey quando ela chegasse ao Céu. Eu lhe disse que poderíamos fazer isso e então ela ditou as seguintes palavras:

 

Querido Deus,

 

Por favor, poderia tomar conta da minha cachorra? Ela morreu ontem e está com você no Céu. Eu sinto muita falta dela. Estou contente porque o senhor deixou que eu tivesse ela como bicho de estimação, mesmo quando ela ficou doente.

Espero que o senhor brinque com ela. Ela gosta de nadar e de brincar com bolas. Estou mandando uma foto dela para o senhor saber que ela é a minha cachorra quando a vir. Sinto falta dela mesmo.

Com amor,

Meredith

 

Colocamos a carta em um envelope com uma foto de Abbey e Meredith e o endereçamos a Deus/Céu. Também colocamos o nosso endereçocomoremetente. Então, Meredith colocou muitos selos na parte da frente do envelope porque ela disse que seriam preciso muitos selos para que a carta chegasse até o Céu. Naquela tarde, ela colocou a carta na caixa de correspondência da agência postal. Alguns dias depois, ela perguntou se Deus ainda não teria recebido a carta. Eu lhe disse que achava que Ele já estava com ela.

Ontem, encontramos um pacote embrulhado em papel dourado na entrada da nossa casa em que estava escrito “para Meredith” em uma caligrafia desconhecida. Meredith o abriu. Dentro, havia um livro do sr.Rogerschamado “Quando morre um bichinho de estimação”. A carta que escrevemos para Deus estava pregada com fita adesiva, junto com o seu envelope aberto, na parte de dentro da capa do livro. Na página oposta estava a foto de Abbey e Meredith com o seguinte bilhete:

 

Querida Meredith,

 

Abbey chegou bem ao Céu. A foto ajudou bastante e eu a reconheci de imediato.

Abbey não está mais doente. O espírito dela está aqui comigo da mesma forma que está em seu coração. Abbey adorou ser sua cachorra. Como não precisamos de corpos no Céu, não tenho bolsos para guardar sua foto e, por isso, estou mandando ela de volta para você com esse livro, para você guardar e ter algo para se lembrar de Abbey.

Obrigado por sua linda carta e agradeço a sua mao por ajudá-la a escrevê-la e a mandá-la para mim. Que mãe maravilhosa você tem. Eu a escolhi especialmente para você. Envio minhas benção todo dia e lembre-se de que eu a amo muito. Aliás, é fácil me encontrar. Estou em qualquer lugar onde existe amor.

 

Com amor, Deus”

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