o que nem sempre é dito, mas deveria ser

Hoje conversei por telefone com uma fonte de longa data, um sindicalista engajado em várias bandeiras na luta dos trabalhadores. Trocamos figurinhas, como se diz no jargão jornalístico. Minha fonte falava do quanto é difícil emplacar pautas que dizem respeito aos interesses dos trabalhadores na grande imprensa.

Lembrei de uma colocação dele ao ler os comentários dos leitores do Luiz Carlos Azenha em sua excelente entrevista a respeito do sistema de duas portas em hospitais públicos de São Paulo (http://www.viomundo.com.br/denuncias/arthur-chioro-planos-privados-de-saude-vao-economizar-e-todos-os-paulistas-pagarao-a-conta.html). Um leitor pergunta, por exemplo, onde estão a OAB e o CRM-SP, que não metem a boca no trombone.

Minha fonte lembra um caso recente, de uma manifestação na Paulista a favor da redução da jornada de trabalho para 40 horas semanais e do fim do fator previdenciário, que puxa para baixo o cálculo dos benefícios da aposentadoria. Em suma, um protesto por bandeiras que dizem respeito a todos os trabalhadores. O que os jornais, rádios e sites noticiaram? Que eles estavam atrapalhando o trânsito! Nem se deram ao trabalho de apurar quais eram as reivindicações.

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Comentários em: "O outro lado da notícia" (1)

  1. Lamentavelmente, a mídia convencional brasileira sempre atuou desta forma. As pautas que envolvem questões de interesse social sempre foram preteridas. Agora, então, que se assumiram como partido político, pior ainda.

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