o que nem sempre é dito, mas deveria ser

Causa estranheza o anúncio da morte de Osama Bin Laden. Apesar de o óbito ter ocorrido uma semana antes, Obama resolveu divulgar o fato de sopetão, em um horário em que a Europa dormia um sono tranquilo – pois era madrugada no velho continente – e seus cidadãos não tinham como colocar questões que poderiam ser inconvenientes. Ao acordar, os europeus foram surpreendidos por uma notícia que já era dada como fato consumado.

Mas como acreditar em uma morte sem cadáver, principalmente considerando-se que o fim de Osama foi testemunhado por várias pessoas (justamente as que estavam encarregadas de sua execução) que teriam interesse em documentar o fato? O que teria acontecido com o corpo? Que interesse os EUA teriam em jogá-lo ao mar? Não seria mais interessante congela-lo e exibir as fotos?

O anúncio de Obama também surpreendeu porque o líder americano disse que “matar Bin Laden sempre foi a nossa prioridade.” Mais uma vez, os EUA se colocam no papel de supremo juiz do universo e condenam à morte uma pessoa acusada de atos condenáveis, é verdade, mas sem julgamento ou qualquer outro ritual do que costumamos chamar de civilização. Mas o país que se vê como o líder das forças do bem deveria ao menos ter uma atitude civilizada em vez de agir como um bando de assassinos. O que fizeram é algo que pode ser qualificado como terrorismo de Estado, tão (ou até mais) condenável quanto os atos atribuidos a Osama.

Será que o mundo virou de cabeça para baixo ou eu é que ainda não acordei?

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