o que nem sempre é dito, mas deveria ser

Os usuários de telefonia daqui de São Paulo suspeitam, há anos, de que as operadoras fraudam seus clientes de forma descarada, normalmente multiplicando os minutos tarifados nas contas. Isso sem falar em outros problemas, como promoções que não são efetivamente cumpridas, falta de qualidade dos serviços… Como reclamar ao Procon não adianta, eu já fiz várias reclamações contra as operadoras na Anatel, e com certeza muitos outros usuários fizeram o mesmo. Mas hoje me surpreendi com a Falha de S.Paulo, que deu como manchete nesta quarta-feira que a Anatel prepara-se para ter acesso a dados sigilosos dos clientes de telefonia.

Segundo os advogados consultados pelo jornal, seria ilegal. Mas basta lembrar que advogados têm o dom de dizer exatamente o que se espera que digam. Quanto à quebra de sigilo anunciada pela Falha, trata-se da aquisição de equipamentos que permitem monitorar os sistemas de tarifação das empresas, algo muito necessário, por sinal, para que o órgão possa exercer uma fiscalização rigorosa sobre operadoras que não dão a impressão de serem suficientemente honestas.

Concordo que talvez a forma de exercer essa fiscalização possa ser discutida. Não tenho opinião formada a respeito. Mas não creio que o acompanhamento dos eventos que deveriam constar nas faturas telefônicas seja uma que

bra de sigilo. Aliás, ao contrário de outros serviços tarifados (como gás, luz e água, por exemplo), o usuário de telefonia não dispõe de um medidor instalado para que possa conferir a cobrança dos serviços. E as faturas usualmente omitem esses dados. Assim, como saber se os 50 minutos cobrados nas ligações para um determinado número naquele mês foram realmente 50, e não 20, ou 30, ou 10?

Por que esse texto? Porque a Falha de S.Paulo parece ter cruzado a linha da isenção ao colocar uma manchete que

Os usuários de telefonia daqui de São Paulo suspeitam, há anos, de que as operadoras fraudam seus clientes de forma descarada, normalmente multiplicando os minutos tarifados nas contas. Isso sem falar em outros problemas, como promoções que não são efetivamente cumpridas, falta de qualidade dos serviços… Como reclamar ao Procon não adianta, eu já fiz várias reclamações contra as operadoras na Anatel, e com certeza muitos outros usuários fizeram o mesmo. Mas hoje me surpreendi com a Falha de S.Paulo, que deu como manchete nesta quarta-feira que a Anatel prepara-se para ter acesso a dados sigilosos dos clientes de telefonia.

Segundo os advogados consultados pelo jornal, seria ilegal. Mas basta lembrar que advogados têm o dom de dizer exatamente o que se espera que digam. Quanto à quebra de sigilo anunciada pela Falha, trata-se da aquisição de equipamentos que permitem monitorar os sistemas de tarifação das empresas, algo muito necessário, por sinal, para que o órgão possa exercer uma fiscalização rigorosa sobre operadoras que não dão a impressão de serem suficientemente honestas.

Concordo que talvez a forma de exercer essa fiscalização possa ser discutida. Não tenho opinião formada a respeito. Mas não creio que o acompanhamento dos eventos que deveriam constar nas faturas telefônicas seja uma que

bra de sigilo. Aliás, ao contrário de outros serviços tarifados (como gás, luz e água, por exemplo), o usuário de telefonia não dispõe de um medidor instalado para que possa conferir a cobrança dos serviços. E as faturas usualmente omitem esses dados. Assim, como saber se os 50 minutos cobrados nas ligações para um determinado número naquele mês foram realmente 50, e não 20, ou 30, ou 10?

Por que esse texto? Porque a Falha de S.Paulo parece ter cruzado a linha da isenção ao colocar uma manchete que

 

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