o que nem sempre é dito, mas deveria ser

Acabo de abrir o computador e vi dois exemplos de como empresas querem ser donas do mundo e ditar todas as regras. Deve ser por isso que há algum tempo queriam Estado Mínimo, ou seja, que o governo interferisse o menos possível na nossa vida. Assim, as empresas podem ditar o que as pessoas devem pensar (no caso de empresas jornalistíticas), o que elas devem consumir (no caso de empresas de moda), que doenças podem ter (no caso de planos de saúde) e assim por diante.

Um dos exemplos diz respeito à Amazon, a gigante de vendas virtuais que expulsou o Wikileaks de seus provedores sob a alegação de que a ONG estava divulgando material de terceiros (no caso do governo dos EUA), que seria roubado, portanto. Mas a mesma Amazon, através de sua filial no Reino Unido (Inglaterra e demais países das ilhas britânicas com exceção da República da Irlanda), resolveu vender os mesmos documentos em uma versão para o kindle, o leitor de e-books da Amazon, como se pode ver pela seguinte pageview: http://www.amazon.co.uk/WikiLeaks-documents-expose-foreign-conspiracies/dp/B004EEOLIU/ref=cm_cr_pr_product_top. Embora o site da Amazon cite o produto com “todos os telegramas com tag do 1 ao 5 mil”, o anúncio ressalta que ele não contém os telegramas diplomáticos, mas comentários (provavelmente com transcrições) e análises. Caso não encontrem o produto anunciado na página da Amazon (imagino que eles logo vão tirar do ar tal a revolta que provocou nos clientes), há uma matéria sobre o assunto que pode ser lida no seguinte link: http://blog.segu-info.com.ar/2010/12/amazon-expulso-wikileaks-y-ahora-vende.html#axzz17wi6SclL.

O segundo exemplo é a notícia de que empresas de publicidade estão censurando clientes e se recusam a veicular certos anúncios por discordarem do conteúdo. No caso, são anúncios da Atea – Associação Brasileira de Ateus e Agnósticos, que questionam a existência de deus. A empresa de publicidade que assinou o contrato com a Atea em São Paulo se recusou a prestar o serviço, alegando que a legislação proíbe temas religiosos. Mas em Salvador e em Porto Alegre, a mesma campanha será veiculada em ônibus urbanos durante um mês.

A Atea estuda a possibilidade de processar a empresa, uma vez que ela se recusa a cumprir um contrato formalizado. Casos semelhantes ocorreram na Itália e na Austrália. Veja os anúncios da campanha:

 

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