o que nem sempre é dito, mas deveria ser

Todos se lembram do 11 de setembro, dos aviões se chocando com as torrers gêmeas. Mas há muito mais coisas que aconteceram naquele dia, e nos seguintes, que escapam da memória. O mundo ficou chocado, mas algumas pessoas comemoraram como se fosse o gol de seu time (povos da Palestina e do mundo árabe, principalmente), o que recebeu a condenação da mídia em geral. Mas nos dias, e semanas seguintes, eu ouvi muitas vezes inúmeras variações do seguinte comentário: “Foi bem feito porque os EUA são o povo mais arrogante do mundo”. E normalmente isso era dito por pessoas de quem eu jamais suspeitaria que tivessem tanto rancor gratuito.

Tenho uma amiga californiana que é como uma irmã para mim. Ela não é arrogante, assim como praticamente todas as pessoas que conheci naquele país. O fato é que a partir do 11 de setembro ela, e creio que muitos outros americanos, passaram a se dar conta da hostilidade que o mundo tem contra os americanos. Não se conformava. Na verdade, Christine não conseguia entender o motivo para isso e se sentia magoada. Foi mais ou menos nessa época, que conversavamos, entre inúmeros assuntos, sobre a questão ambiental e eu lembrei que o governo do Bushinho (o Bush filho, ou George W. Bush, como esse indivíduo costuma ser chamado) tinha se recusado a assinar o Protocolo de Kyoto, para reduzir emissões. “Não estou sabendo disso”, respondeu Christine num misto de surpresa, indignação e desaprovação.

Creio que também a maior parte do povo americano não sabia que seu governo tinha decidido não assinar o Protocolo de Kyoto. Aliás, talvez nem saibam até hoje o que é esse tratado de redução das emissões de gases que provocam o efeito estufa. Mas, com certeza, se soubessem, teriam desaprovado o seu governo. Como não sabiam, a maior parte chegou a acreditar nas desculpas que o Bushinho deu para invadir o Afeganistão e, depois, o Iraque. Não suspeitaram que era para proteger uma indústria milionária, a do petróleo, que financiou a campanha política do Bushinho e de outros políticos dos EUA.

Esse é apenas um exemplo do que acontece num mundo sem algo como o Wikileaks.

 

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