o que nem sempre é dito, mas deveria ser

Fiquei chocada com a morte de Mario Monicelli, o genial diretor italiano que nos deixou um monte de obras hilárias e sarcásticas. Acho que a primeira que vi foi “O incrível exército de Brancaleone”. Imperdível. Quem não assistiu ainda não pode morrer. Outro filme essencial de sua lavra é “Parente é serpente”.

Mas Monicelli esperou 95 anos para por fim à própria vida. Pulou da janela do hospital em que estava internado. Acho que nunca ouvi falar de um suicida tão idoso. Pensei que quando se passava para uma determinada fase da vida, nada mais poderia nos abalar a ponto de provocar desespero. Parece que, mais uma vez, eu me enganei.

A morte de Monicelli me lembra uma manchete fantástica do Jornal da Tarde de outros tempos: “Picasso morreu, se é que Picasso morre algum dia”. Monicelli nos deixou, mas sua obra fantástica continua conosco.

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