o que nem sempre é dito, mas deveria ser

Quando eu era criança, ainda não havia superheróis como os de hoje. Por isso, elegi como meu herói predileto o Robin Hood, o fora-da-lei  que roubava dos ricos para dar aos pobres. Li nove vezes a adaptação que Monteiro Lobato escreveu sobre a lenda de Robin Hood enquantominha leitura dos contos de Anderson ou contos de Grim não passou de duas ou três vezes.

Por que essa lembrança agora? Porque vejo que ultimamente só tenho visto Robins Hoods ao contrário: ricos que roubam pobres. Já vi algumas vezes, por exemplo, gente de classe média surrupiando pequenos objetos, como bijuterias, de ambulantes, pobres e distraídos. Talvez essa classe média acredite piamente em uma frase que ouvi na infância: “a empregada doméstica é burra, se fosse inteligente ela não seria doméstica.” (sic) E talvez muita gente pense que ser inteligente é enganar os outros.

Todas essas reflexões foram detonadas pelo seguinte twit: “Olha a diferenca de valor,um PAI pobre entrega o filho marginal,a MAE rica protege o filho que atacou pessoas na PAULISTA”. Aliás, provavelmente os policiais se sentem intimidados na delegacia quando o meliante é filho de uma classe média.

Creio que temos de repensar completamente esse País.

 

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