o que nem sempre é dito, mas deveria ser

O Wikileaks acaba de divulgar documentos secretos da diplomacia dos Estados Unidos, mas o site da organização está sob ataque e ficou praticamente impossível de acessá-lo. O fato é que alguns dos principais orgãos da imprensa mundial já tiveram acesso aos documentos, que colocam os EUA na maior saia justa de sua história. A grande revelação é que a diplomacia americana se confundia com um serviço de espionagem.

A análise do conteúdo, e das implicações, dos documentos divulgados pelo Wikileaks provavelmente vai demorar, mas deve mudar a história contemporânea. Entre os alvos da espionagem diplomática americana estava o próprio secretário-geral da Organização das Nações Unidas (ONU), Ban Ki-Mon, e vários diplomatas do Conselho de Segurança da ONU. Também se destaca como uma das principais preocupações americanas a possibilidade de ameaça nuclear do Irã.

Entre as sujeiras reveladas está a negociação para que detentos da prisão de Guantanamo fossem transferidos para outros países. Os EUA ofereceram para o governo de Kiribati, uma pequena ilha, alguns milhões de dólares para que aceitassem prisioneiros mulçumanos chineses; para os belgas, disseram que aceitar prisioneiros de Guantanamo seria uma forma de ganhar proeminência no bloco europeu a um custo reduzido.

A mala diplomática americana também fala em indícios de corrupção ao redor do mundo. É o que se depreende, por exemplo, da informação de que o vice-presidente do Paquistão levou US$ 52 milhões em dinheiro, sem origem ou finalidade declaradas, em sua mala quando em visita aos Emirados Árabes Unidos, em 2009.

Segundo os documentos do Wikileaks, o governo chinês desde 2002 arregimentou hackers e outros profissionais de tecnologia da informação para espionar os computadores dos governos e corporações ocidentais, e do Dalai Lama também. A iniciativa teria sido descoberta em janeiro desse ano quando um informante em Pequim relatou à embaixada americana na China que o governo havia ordenado a invasão dos servidores do google naquele país.

Também há o relato de um conflito secreto entre os EUA e a Alemanha em 2007 por conta de agentes da CIA terem sequestrado um cidadão alemão inocente, que foi acusado de terrorismo e mantido preso no Afeganistão por alguns meses. A Alemanha emitiu ordens de prisão contra os agentes da CIA envolvidos no episódio e o Departamento de Estado dos EUA pressionou para que o assunto fosse deixado de escanteio.

O líder iraniano, Mahmoud Ahmadinejad, é comparado a Adolf Hitler pelo Departamento de Estado americano. Já o presidente italiano é lembrado por suas “festas selvagens”, o que justificaria a desconfiança que provoca em Washington, e seu colega francês, Nicolas Sarkozy, também é alvo de antipatia dos americanos. O primeiro-ministro russo, Vladimir Putin, é descrito como machista e autoritário, e sua contraparte alemã, Angela Merkel, é descrita como pouco realista. Os diplomatas americanos também observam que o líder líbio, Muamar Kadafi, usa botox e é um hipocondríaco, que filma todos os exames médicos que realiza e anda sempre acompanhado de uma chamativa enfermeira loira ucraniana.

 

PS: o wikileaks pede que ao comentar o assunto no twitter usem a tag #cablegate

Anúncios

Deixe um comentário

Preencha os seus dados abaixo ou clique em um ícone para log in:

Logotipo do WordPress.com

Você está comentando utilizando sua conta WordPress.com. Sair / Alterar )

Imagem do Twitter

Você está comentando utilizando sua conta Twitter. Sair / Alterar )

Foto do Facebook

Você está comentando utilizando sua conta Facebook. Sair / Alterar )

Foto do Google+

Você está comentando utilizando sua conta Google+. Sair / Alterar )

Conectando a %s

Nuvem de tags

%d blogueiros gostam disto: