o que nem sempre é dito, mas deveria ser

Guerra civil

Há muito tempo, vivemos uma situação de guerra civil no Brasil, Nesta última década, tivemos registros de cerca de 50 mil homicídios por ano no País. Esses números são os oficiais e, se levarmos em conta que muitos assassinatos acabam não sendo conhecidos – ou por parecerem acidente ou porque as vítimas desaparecem –, pode ser bem maior. Muitos países que passam por guerras civis não chegam a ter tantos mortos.

O caso do Rio de Janeiro chama a atenção em especial. Era um lugar rico e belo, mas a antiga prosperidade foi minada com a transferência da capital federal para Brasília. A decadência daquela que outrora foi conhecida como a “cidade maravilhosa” foi constante, apesar de lenta. Vale lembrar que o serviço público sempre foi o principal empregador local e boa parte dos bons cargos debandou para o atual Distrito Federal. O desemprego e a falta de oportunidades deram incentivo ao avanço da contravenção, com o jogo do bichho, e depois da criminalidade pesada (leia-se tráfico de drogas).

Hoje todos dizem que a violência no Rio é um caso de polícia, mas o que vemos é uma guerra em que a integridade dos cidadãos inocentes fica em segundo plano. E isso vem acontecendo já há algum tempo. Frequentemente, vemos na TV imagens de helicópteros da polícia metralhando supostos bandidos; ou de bandidos derrubando helicópteros da polícia, como se estivessem em uma guerra; ou do tal “caveirão”, que parece mais é um blindado militar… Aliás, uma certa autoridade do Rio há algum tempo chegou a dizer que “bandido bom é bandido morto”. Vemos

Afinal, que guerra é essa? Será que a polícia é capaz de resolver o problema no Rio ou é apenas um paliativo, que fica apagando incêndios? Vi em uma entrevista na TV o secretário de Segurança dizendo que há outras ações em curso para acabar com a criminalidade local e, como moro em São Paulo, não tenho condições de avaliar isso corretamente. Apenas estou pasma, como o restante do mundo, diante de tanta violência gratuita.

Porém, podemos ver muita luz no fim do túnel. O Rio deverá receber um volume inédito de investimentos para construir a infraestrutura para a Copa do Mundo e as Olimpíadas. Se houver políticas públicas que sustentem um polo de desenvolvimento turístico, uma vocação natural da “cidade maravilhosa”, o Rio poderá inicar uma nova era de paz e prosperidade. Vamos torcer para que isso aconteça.

 

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