o que nem sempre é dito, mas deveria ser

Contas

Nesse momento, às 21 horas do dia 4 de novembro, resolvo consultar o impostômetro da Associação Comercial de São Paulo, que indica o total de impostos pagos em todo o Brasil a todas as esferas de governo nesse ano, e o pedagiômetro, que mede o total de pedágios pagos em 2010 apenas no Estado de São Paulo. Os resultados são surpreendentes.

Total de impostos pagos pelo Brasil neste ano: R$ 1.036 bilhões.

Total de pedágios nas estradas paulistas em 2010: R$ 4.471 milhões.

Também vejo o volume de recursos reservados para o Bolsa Família em 2010: R$ 13,7 bilhões.

O que chama a atenção é que o valor dos pedágios paulistas, em mãos de meia dúzia de empresas particulares, corresponde a aproximadamente 0,43% do total de impostos pagos em todo o País. O Bolsa Família, que distribui 12,6 milhões de benefícios melhorando a vida de 50,4 milhões de brasileiros, representa apenas 1.32% dos recursos governamentais. A quantia gasta pelo Programa de Estímulo à Reestruturação e ao Fortalecimento do Sistema Financeiro Nacional (Proer) representou 2.5% do PIB e de 1995 a 2000 distribuiu aos banqueiros valores que hoje chegam a algo em torno R$ 55 bilhões.

O mais surpreendente é que enquanto muitos reclamam que o Bolsa Família dá sustento a pobres, ninguém nunca reclamou do Bolsa Banqueiro representado pelo Proer.

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Comentários em: "Contas" (1)

  1. Em compensação o Bolsa Estrada beneficia a ‘famiglia’ não é mesmo?

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