o que nem sempre é dito, mas deveria ser

Uma das coisas que aprendi na vida é que as pessoas frequentemente falam uma coisa quando, na verdade, pensam em outra coisa totalmente diferente. É o que acontece com o vídeo Dilma 2012 : o fim está próximo, que você pode ver aqui.

O vídeo está disponível no YouTube e também podia ser acessado no site Vou de Serra 45, do candidato José Serra. Mas, quando começaram a chover críticas, o vídeo foi retirado do site. Ele continua disponível no YouTube. Resolvi colocar aqui uma boa tradução da mensagem desse vídeo magnífico (um delírio megalomano que tem o mérito de proporcionar boas risadas a quem o assiste).

Vejamos o que diz o vídeo: “Em janeiro de 2011, com o País dividido, Dilma assume a Presidência do Brasil. Sua primeira ordem é para que a Receita Federal inicie uma perseguição implacável contra os aliados e familiares do candidato derrotado, José Serra”. Tradução: Serra está em delírio paranóico.

Diz o vídeo. “Serra viaja com a família para os EUA, onde encontra, 40 anos depois, novo exílio político.” Tradução: Serra é covarde mesmo e repete o seu feito dos anos 60, ou seja, foge da raia. Continua o filme: “Dilma declara guerra contra São Paulo. Usando sua maioria no Congresso, consegue vetar o envio de recursos federais para o governo de São Paulo.” Tradução: mais paranóia.

O filme pula para julho de 2011 e mostra que o governo envia “um projeto de lei que é aprovado no Congresso por ampla maioria. Dilma aprova a descriminalização do aborto e a taxação de impostos para todas as igrejas do Brasil”. Tradução: para Serra, o Congresso não merece respeito e o presidente pode tudo. Continua: “De São Bernardo, Lula dá uma entrevista criticando a forma de governar de sua ex-ministra. O ex-presidente se diz traído. Dilma contra-ataca convocando uma coletiva para anunciar que a PF vai investigar Lula por indícios de corrupção”. Tradução: mais paranóia

“2012 passa rápido”, afirma o locutor. Ele acrescenta que Dilma perde popularidade, é criticada mundialmente e declara guerra à imprensa. Tradução: Serra quer colocar Dilma em seu lugar, pois não se conforma de ser piada mundial. Continua o filme dizendo que todos os membros do governo Dilma vão abandonando o barco e o País entra em caos. Tradução: Serra é o tipo do quanto pior, melhor; e torce para que tudo dê errado. “Em janeiro de 2013,  o Brasil bate recordes na fuga de capitais do País. Dilma é vaiada em todas as solenidades públicas. Dentro do Congresso, o PMDB retira formalmente o apoio à presidente e a maioria muda de lado e José Serra articula, dos EUA, sua volta ao Brasil”. Tradução: Serra quer “melar” todo o diálogo na sociedade brasileira, busca dividir e colocar todos contra todos. Articula intrigas pelas costas e de longe.

O vídeo continua com conflitos em todo o País, “banho de sangue na Esplanada dos Ministérios” e multidões pedindo a deposição de Dilma. “A OAB entra com um pedido de impeachment contra a primeira presidente, que mais tarde – após mais conflitos – é aprovado no Congresso. A Globo consegue na Justiça o direito de voltar a transmitir… Dilma envia tropas ao Congresso..” Tradução: delírio total. Parece alguém querendo o papel principal de uma epopéia populista e já está declarando aqui que se Dilma for eleita, tentará pedir o seu impeachment.

Ao final, é mostrada a silhueta de uma pessoa segurando a bandeira do Brasil na janela de um avião, ao que o narrador diz: “Serra está de volta e é recebido por Lula e Fernando Henrique. A pista é tomada por uma multidão ensandecida”. Tradução: ensandecido está é o sujeito que montou esse roteiro só para dizer que Serra deverá voltar ao Brasil nos braços do povo. Revela os desejos mais secretos do candidato do PSDB.

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Comentários em: "O fim está próximo de Serra" (1)

  1. Só faltou o roteirista incluir o Vaticano na parada:

    2013 – Com a morte de Bento XVI, a Igreja Católica procura um novo líder. No exílio nos EUA, o nome de José Serra surge com força para suceder Ratzinger. A fumacinha branca sai da chaminé da Catedral de São Pedro justamente no momento em que Serra visitava o Vaticano, mas os cardeais nada confirmam. Ali Kamel chama Ricardo Molina para analisar as imagens da fumaça e não tem dúvidas: é o número 45! VEJA e FOLHA começam a pressionar a Igreja para que o novo Papa seja José Serra, o santo homem doBrasil!

    =)

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